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Mãe presa por infanticídio após morte de bebê em rio no interior de SP vai passar por atendimento psiquiátrico

Polícia investiga vídeo que mostra mãe entrando em rio com filha recém-nascida em Águas de Santa Bárbara (SP) Reprodução A mulher de 31 anos que foi pre...

Mãe presa por infanticídio após morte de bebê em rio no interior de SP vai passar por atendimento psiquiátrico
Mãe presa por infanticídio após morte de bebê em rio no interior de SP vai passar por atendimento psiquiátrico (Foto: Reprodução)

Polícia investiga vídeo que mostra mãe entrando em rio com filha recém-nascida em Águas de Santa Bárbara (SP) Reprodução A mulher de 31 anos que foi presa na terça-feira (17) após entrar em um trecho do Rio Pardo, em Águas de Santa Bárbara (SP), carregando a filha recém-nascida, vai passar por atendimento psiquiátrico. A bebê, de 20 dias, foi encontrada morta na quinta-feira (19), às margens do rio. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), após ser encaminhada à Penitenciária Feminina de Pirajuí (SP), Amanda Christina Batista Rodrigero recebeu atendimento da assistência social e de um clínico geral, e deve passar por avaliação psiquiátrica. Ainda de acordo com a pasta, ela está sendo acompanhada pela equipe de saúde da unidade prisional. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Ao g1, o delegado Paulo Sérgio Garcia disse que a investigação considera a possibilidade de que Amanda estivesse enfrentando depressão pós-parto. Por esse motivo, o inquérito foi classificado como infanticídio, crime caracterizado quando a mãe mata o filho durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. Ainda de acordo com o delegado, a mulher afirmou que tentou resgatar a filha, mas não conseguiu. "No interrogatório, ela mencionou que, pela manhã, saiu com a filha e ouviu uma 'voz' dizendo que ela deveria se matar. Ela decidiu levar a criança junto e ingressou no rio. Acho que ela desistiu durante o trajeto, só que a água do rio é muito forte e levou a criança. Ela tentou reverter a situação indo atrás da criança, andou algo em torno de um quilômetro ou mais, chegando próximo à divisa do município de Óleo (SP), só que não conseguiu", detalha o delegado. O delegado disse ainda que o marido de Amanda, que também prestou depoimento, mencionou que há histórico de suicídio na família dela. "Em decorrência da menção de depressão puerperal, então, a nossa tipificação e encerramento da investigação vai ser pela prática do infanticídio", completou. A pena para o crime de infanticídio, que está previsto no artigo 123 do Código Penal, é de dois a seis anos de detenção. Corpo de bebê recém-nascida que desapareceu após mãe entrar em rio com a filha no colo é encontrado no interior de SP Arte/g1 O caso Uma câmera de monitoramento de uma propriedade rural registrou o momento em que Amanda entra em um trecho do Rio Pardo carregando a filha nos braços. A bebê nasceu no dia 28 de janeiro. O Corpo de Bombeiros teve acesso às imagens que mostram a mulher caminhando às margens do rio e, em seguida, entrando na água com a criança. A corporação não divulgou o vídeo. Moradores viram a mulher dentro do rio e acionaram o Corpo de Bombeiros. Ela foi encontrada com vida em um trecho do Rio Pardo próximo à Ponte do Óleo, na cidade de Óleo, a aproximadamente 14 quilômetros de distância do local onde entrou. Ela foi retirada da água por dois moradores. Em seguida, foi encaminhada pelo Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro. Corpo de bebê de 21 dias é encontrado no Rio Pardo em Águas de Santa Bárbara De acordo com a Polícia Civil, o corpo da bebê foi localizado por bombeiros na região de desemboque da lagoa de tratamento, aproximadamente 1,5 quilômetro abaixo do trecho utilizado pela mãe para entrar no rio. A área foi preservada e passou por perícia. Após os exames periciais, o corpo foi liberado e encaminhado ao serviço funerário. A bebê, que se chamava Melissa, foi sepultada no Cemitério Municipal de Águas de Santa Bárbara, na noite de quinta-feira (19). Não houve velório devido ao estado de decomposição do corpo. Após ser presa na terça-feira, Amanda passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida para preventiva na tarde de quarta-feira (18). O g1 tenta contato com a defesa dela. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM